Uma das rotas mais movimentadas da Índia poderá, em breve, sofrer uma alteração drástica com a inclusão do primeiro Hyperloop do mundo, o projeto do CEO da Tesla Elon Musk para a construção de um comboio ultra-rápido.
De acordo com o Times of India, o projeto, desenhado pelo multimilionário e CEO da Tesla Elon Musk, custará 10 milhões de dólares e permitirá que os 117,5 quilómetros entre as cidades de Bombaim e Pune sejam percorridos em apenas 23 minutos.
Na última terça-feira, o Governo do estado de Maharashtra aprovou numa reunião o projeto de renovação de transporte nesta rota, onde anualmente viajam cerca de 75 milhões de pessoas, refere a mesma fonte.
“O projeto marcará o início de uma nova era no setor de transportes do país”, disse o Governo do estado na quarta-feira.
O projeto do comboio ultra-rápido Hyperloop, concebido em 2013 por Musk, consiste em várias cápsulas que são movidas por propulsão magnética através de um tubo selado a vácuo, que permite atingir velocidades de até 1.200 quilómetros por hora.
O projeto será maioritariamente financiado por investimentos estrangeiros. A empresa DP World, nos Emirados Árabes Unidos, e a Virgin Hyperloop One, nos Estados Unidos, assinaram um contrato de participação aberta para outros investidores.
O projeto será realizado em duas fases: num primeiro momento será construído um percurso de 11,8 quilómetros entre Gahunje e Usse, que será concluído em dois anos e meio e custará 724 milhões de dólares. Se a fase inicial for bem sucedida, a secção restante entre Bombaim e Pune será construída entre seis a oito anos.
Tal como recorda o Pplware, a Atualmente, não existe nenhum Hyperloop totalmente funcional no mundo, podendo a Índia vir a ser o primeiro país a implementar o projeto.
Índia terá seu primeiro trem bala com trecho submarino
23/02/2017 13:55 | Pedro Sibahi
Wikicommons
Shinkansen, trem bala japonês, modelo para a Índia
A Índia terá seu primeiro trem bala interligando as cidades de Mumbai e Ahmadabad e parte do trajeto será debaixo da água, entre as cidades de Thane e Virar. A construção do trecho submerso, com sete quilômetros, deve começar em 2018. Com um custo estimado de US$ 14,5 bilhões, o projeto será majoritariamente financiado pelo Japão, com um empréstimo de 80% do valor.
O primeiro ministro da Índia, Narenda Modi, viajou ao Japão no ano passado e utilizou o trem bala Shinkansen, que liga a cidade de Tóquio a Osaka, junto do primeiro ministro japonês Shinzo Abe. A decisão do Japão em financiar uma parcela tão grande do projeto indiano é uma reposta ao envolvimento crescente da China em projetos de infraestrutura no sul asiático nos últimos anos.
A perfuração para o projeto do trem bala indiano já começou e tem como objetivo analisar as condições do solo no ambiente submerso. “Solo e rochas abaixo dos 70 metros de profundidade são testados como parte da investigação geotécnica e geofísica empreendida para o projeto”, explicou um alto funcionário do Ministério de Ferrovias.
A Índia vai mandar astronautas para o espaço, mas não de carona. Em 2022 subirá a primeira nave tripulada deles, e dado o histórico de sucesso de seu programa espacial, já podemos ir dando os parabéns.
Quando se fala de Índia a maioria das pessoas lembra mais de Bollywood e das dancinhas, ou do Taj Mahal, pouca gente associa com alta tecnologia, exceto na parte do suporte técnico, mas a realidade é em diferente.
Em 1974 o economista Edmar Bacha classificou o Brasil como uma terra chamada Belíndia, com uma elite econômica e pretensões da Bélgica, mas formada por uma massa assalariada e recursos dignos da miséria da Índia. Só que mesmo em 1964 programa espacial já não era novidade na Índia.
A IRSO (Indian Space Research Organisation) foi fundada em 1969, mas sua base era o Comitê de Pesquisa Espacial, instalado em 1962 por Nehru. O Sputnik voou em 1957, Gagarin em 1961 e um ano depois, em meio a um país assolado pela fome eles já tinham a visão de que espaço era importante.
Claro que boa parte do desenvolvimento espacial indiano foi de cunho militar, mas qual não foi? Mais ainda como todo mundo olhava pra eles desconfiados, desenvolveram tecnologia própria. Acho que investir pesado em educação por décadas ajuda.
Hoje a Índia investe US$1,5 bilhões por ano em seu programa espacial. Só a missão da Curiosity custou à NASA (ok, ao Congresso) US$2,5 bilhões. A Índia aprendeu a cortar custos e desenvolver tecnologias com o pé no chão, mesmo que mirando as estrelas.
O resultado foram missões com preços que ninguém na NASA acredita, mas que funcionam. Em 2008 eles lançaram a Chandrayaan-1, uma sonda lunar, a um custo de US$54 milhões, o que em termos de espaço é troco de pinga.
Melhor ainda: A Índia desenvolveu não só a sonda mas toda uma família de foguetes, e foi bem-sucedida em seu primeiro lançamento lunar. Os Estados Unidos tentaram DOZE missões desde 1958 até conseguir sucesso na 13a tentativa em 1964, com a Ranger 7.
Os soviéticos por sua vez levaram 6 missões, de 1958 a 1959 até conseguir um sucesso com a Luna 2, depois no mesmo ano a Luna 3, mas depois foram 11 fracassos até a Zond 3 em 1965. Os indianos, repito, acertaram DE PRIMEIRA.
Marte então, nem vale a pena pesquisar, o percentual histórico de missões a Marte é de 40% e os russos nunca conseguiram pousar nada lá. A Índia de novo mandou uma sonda com um orçamento de tunagem de fusca, e acertou de primeira.
Enquanto o Brasil enterra dinheiro em foguetes ucranianos imaginários, com pouco mais do que aquela verba a Índia criou toda uma indústria periférica que vai de produção de componentes a capacitação de pessoal. Hoje seus foguetes colocam em órbita cargas de todo lugar, inclusive dos Estados Unidos e Europa.
E eles sonham alto, ou melhor, planejam. Sonhar é o que sobra pra shitholes que empregam datilógrafos em suas agências espaciais. A Índia planeja lançar no começo de 2019 outra missão lunar, desta vez com um robô. Também vão lançar até 2021 um observatório solar.
Outro projeto é o AVATAR, uma nave/avião capaz de levar turistas e lançar satélites, será um veículo de decolagem e pouso horizontal, planejado para 2025.
Eles estão planejado uma nova missão para Marte, provavelmente com um robô também, pro período 2021-2022. Ah sim, por volta de 2020 vão lançar uma sonda pra Vênus.
Já faz tempo que a Índia está desenvolvendo uma cápsula tripulada para mandar astronautas para o espaço. O nome é Gaganyaan, que significa "veículo espacial", em hindi. O primeiro vôo não-tripulado deve ser em 2020, e agora foi confirmada a liberação de verba pro projeto completo.
Já foram feitos inclusive testes do sistema de escape:
Como não tem Foguetebrás na Índia, eles provavelmente vão conseguir, e em 2022 três bravos astronautas indianos passarão uma semana no espaço, colocando sua nação em um clube exclusivíssimo de países que mandaram pessoas ao espaço: EUA, Rússia e China.
Parabéns pra eles, linda vingança pela Belíndia.
Ah sim a imagem lá de cima é dos bastidores da abertura do injustiçado Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Essa abertura é uma das coisas mais lindas e inspiradoras que um geek de ficção científica e ciência pode assistir.