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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Mega projeto de exploração de petróleo vai contratar 100 plataformas, construir 50 navios, gerar mais de 400 mil empregos e exportar 25 milhões de tonelada de óleo até 2024 no Ártico

Mega projeto de exploração de petróleo vai contratar 100 plataformas, construir 50 navios, gerar mais de 400 mil empregos e exportar 25 milhões de tonelada de óleo até 2024 no Ártico Flavia Marinho por Flavia Marinho - – 03-06-2021 07:58:46 em Petróleo, Óleo e Gás exploração de petróleo - rússia - empregos - navios - plataformas - construção naval - ártico - vostok Um quebra-gelo russo e um navio a gás natural líquido atravessaram a Rota do Mar do Norte fonte GIZMODO facebook sharing button whatsapp sharing button telegram sharing button linkedin sharing button twitter sharing button pinterest sharing button email sharing button Estão previstos a construção de 50 navios e um contrato para o fornecimento de até 100 plataformas de perfuração para a implementação do projeto A petrolífera nacional da Rússia iniciou a construção de um grande projeto no Ártico. Ainda, há uma espessa camada de gelo marinho na Baía de Yenisey, mas os navios ainda se mudaram para a costa da Península de Taymyr e desembarcaram cerca de 20.000 toneladas de materiais de construção. O projeto prevê a criação de dezenas de milhares de empregos adicionais. Mais de 400.000 pessoas precisarão ser atraídas para o desenvolvimento dos campos. Além disso 50 navios de várias classes, incluindo petroleiros, locomotivas de gás e embarcações de apoio, estão previstos para serem construídos para a implementação do projeto Óleo Oriental. Também foi assinado um contrato de longo prazo para o fornecimento de até 100 plataformas de perfuração produzidas internamente, que serão utilizadas nos campos do projeto. Leia também Venda do etanol hidratado entre distribuidoras foi definitivamente proibida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Preço do petróleo, urânio, cobre e alumínio pode sofrer disparada global por causa da ´economia verde` Preço do diesel volta a subir e caminhoneiros exigem taxa sobre exportação de petróleo para aliviar custo do combustível WEG vai equipar a maior plataforma de petróleo e gás do Brasil com 140 motores elétricos Um navio russo passando pela Rota do Mar do Norte do Ártico, nbd. Gif: Rosatom Inicia-se a construção do maior terminal petrolífero da Rússia no Ártico que vai gerar dezenas de milhares de empregos Os embarques para o local remoto marcam o início da construção do que, em última análise, se tornará o maior terminal petrolífero da Rússia no Ártico. Entre os materiais estão máquinas pesadas, módulos habitacionais, equipamentos de comunicação e outros bens necessários para a construção de uma vila de trabalho de projeto. Os serviços de rastreamento de navios mostraram, nos últimos dias, pelo menos duas embarcações atracadas na costa da península remota. Entre eles, estão o Mikhail Somov e o Akademik Tryoshnikov. PUBLICIDADE Fonte rosneft No local, também há um grupo de especialistas em construção da Joint Energy Construction Corporation (OEK), informaRosneft. A OEK é especializada em grandes projetos de construção no setor energético russo. Esteve fortemente envolvida em vários projetos de energia nuclear, bem como em projetos de energia hidrelétrica, inclusive na Crimeia. De acordo com Rosneft, o terminal de Sever Bay foi totalmente aprovado pelas autoridades, e os engenheiros, em breve, iniciarão obras hidrotécnicas nas águas próximas e construção de instalações portuárias na costa. Vostok Oil está entre os maiores projetos petrolíferos agora desenvolvidos em todo o mundo Fonte rosneft O terminal é um componente-chave da Vostok Oil, e o grande projeto promete exportar até o ano de 2024, 25 milhões de toneladas de petróleo. Até 2030, os volumes aumentarão para 100 milhões de toneladas por ano. Deve ser exportado tanto para o oeste para os mercados europeus quanto para o leste para a região Ásia-Pacífico. Rosneft está no processo de construir os dez primeiros petroleiros de classe gelo que é para transportar para o terminal de Sever Bay. Os navios são construídos no próprio Zvezda Yard da empresa em Vladivostok. A petrolífera argumenta que o Petróleo Vostok é “ecologicamente correto”, e que tem “uma pegada de hidrocarboneto muito pequena”. Além disso, as instalações petrolíferas supostamente serão alimentadas por turbinas eólicas e gás associado. Rosneft e seu líder Igor Sechin prometeram repetidamente ao presidente Putin que o Petróleo Vostok ajudará a aumentar os embarques na Rota do Mar do Norte para 80 milhões de toneladas até 2024, a grande meta estabelecida por Putin em seus chamados Decretos de Maio de 2018. Acredita-se que a Vostok Oil esteja entre os maiores projetos petrolíferos agora desenvolvidos em todo o mundo. A base de recursos é estimada em mais de 6 bilhões de toneladas de óleo de baixo enxofre. Mega projeto de exploração de petróleo vai gerar 400 mil empregos Mais de 400.000 empregos estão previstos para o processo de construção que inclui três novos aeroportos, dois terminais marítimos, 15 vilas de trabalho e uma série de instalações no rio Yenisey. O Petróleo Vostok não é o único grande projeto industrial em desenvolvimento no extremo norte de Taymyr. No início deste ano, a empresa Severnaya Zvezda enviou vários carregamentos de materiais de construção para o local para seu novo terminal de carvão projetado. O objeto de infraestrutura estará localizado na Baía de Yenisey, apenas alguns quilômetros ao sul da Baía de Sever de Rosneft.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Cerca de 1 mil descendentes russos vivem reclusos em colônia rural de MT

A RÚSSIA É AQUI

Sexta-Feira, 25 de Maio de 2018, 08h:33 | Atualizado: 26/05/2018, 10h:17

Cerca de 1 mil descendentes russos vivem reclusos em colônia rural de MT - quadros

 
Enviado Especial à Colônia Russa, em Primavera do Leste
 
Gilberto Leite
A Rússia é aqui -
 Moradores são reclusos e não demonstram interesse em receber visitas. Preferem manter-se longe dos brasileiros
Um pedaço da Rússia em solo mato-grossense. Assim muitos se referem a uma colônia na zona rural de Primavera do Leste (a 241 km de Cuiabá), onde vivem mil descendentes, adeptos de cultura e costumes que destoam dos brasileiros. Em meio ao avanço da tecnologia e com o passar de quase cinco décadas, desde os primeiros que chegaram, os moradores mais tradicionais batalham para manter a tradição dos ancestrais e fazer com que os filhos sigam religião ortodoxa.
Para a equipe do  conhecer de perto esta realidade, percorreu cerca de 241 km de Cuiabá a Primavera do Leste e mais 40 km de lá até a colônia. Trata-se de uma comunidade muito reclusa. Tanto é que a reportagem enfrentou dificuldades para obter informações de imediato sobre a vida no local e conversar de perto com moradores que não demonstram qualquer interesse em receber visitas, principalmente da imprensa.
Gilberto Leite
A Rússia é aqui -
Para reportagem conhecer a realidade dos descendentes de russos percorreu 241 km de Cuiabá a Primavera do Leste e mais 40 km até a colônia
Os primeiros moradores da colônia chegaram no início da década de 70, antes mesmo da criação de Primavera do Leste – fundada em maio de 1986. Estão enterrados em cemitério próprio. A vinda deles é relacionada à Revolução Russa, de 1917, quando religiosos foram perseguidos e tiveram de deixar o país, localizado na Eurásia, formada pela área de conjunto entre a Europa e a Ásia.
Mário Okamura
Arte Rússia 1
 Russos fogem da perseguição religiosa na Revolução de 1917, seguem para Sibéria, China e, de navio, chegam ao Brasil pelo Paraná, seguindo até MT 
Foram atraídos a Mato Grosso em razão das terras ofertadas pelo Governo Federal a preços módicos, durante o projeto de ocupação da Amazônia, estratégia do Governo Militar. A estimativa é de que a área inicial da colônia tenha sido correspondente a 10 mil hectares de terra, na região que hoje faz parte de Primavera do Leste.
Mário Okamura
Colônia Russa em dados

Com o objetivo de mudar de vida e passar a garantir o sustento com a agricultura familiar e a comercialização de alimentos, cerca de 350 famílias de descendentes russos chegaram à região do cerrado mato-grossense. Anteriormente, viviam em Ponta Grossa (PR), primeiro destino dos russos que vieram ao Brasil.

Conseguimos produzir muitas coisas no solo daqui - conta Larion Ovchinnikov

“Por termos chegado antes da criação da cidade, influenciamos Primavera do Leste em muitos pontos, como na agricultura e na economia. Quando chegamos, as pessoas falavam que não era possível conseguir nada nas terras, porque é região de cerrado, improdutiva. Mas depois que os russos vieram para cá, em 1974, conseguimos produzir muitas coisas no solo daqui”, relata Larion Ovchinnikov, um dos líderes da colônia. A família dele foi uma das primeiras a chegar à região.
Atualmente, a colônia tem, aproximadamente, 60 mil hectares. Parte da área é ocupada pela agricultura, com plantações de soja, milho, feijão, algodão e girassol. Há também áreas destinadas para a criação de gado. Cada produtor rural possui a própria terra na qual faz seus cultivos e criações.
O meio de sobrevivência dos descendentes de russos da colônia é a agricultura e a pecuária. Alguns são grandes produtores de itens como soja, milho e algodão. Outros possuem diversas cabeças de gado. Também há aqueles que possuem produções menores e comercializam aquilo que plantam em uma feira no Centro de Primavera do Leste.
Gilberto Leite
A Rússia é aqui -
Uma das lavouras mais bonitas da colônia é a de girassol, mas os russos também cultivam soja, milho, feijão, algodão. Local se assemelha a grande fazenda
Residências não têm muros ou portões. A região assemelha-se a uma grande fazenda. Porém, cada área pertence ao morador, que teve de comprar o terreno para que pudesse fazer a construção. A estimativa é de que atualmente existam 120 famílias no lugar.
“Muita gente não aguentou o ‘arrocho’ e foi embora. É muito trabalho e muitos não aguentaram. Alguns foram para outras regiões do Brasil e outros voltaram para a Rússia recentemente”, relata Larion.
Roteiro de fuga
A chegada dos russos ao Brasil foi motivada pela Revolução Russa no país da Eurásia. O levante contra o regime czarista, em plena Primeira Guerra Mundial, implantou o socialismo, sistema político-econômico com idéias formuladas por Marx e Engels, na qual era proposta a extinção da propriedade privada.
“A Igreja Ortodoxa era vista como aliada da família real, então era considerada inimiga. A Revolução Russa proibiu a liberdade religiosa. Proibiu a igreja de se manifestar livremente. Professar a fé não era proibido, mas o ritual eclesiástico sim. Por isso, aqueles que insistiam em celebrar missas, expressar sua religião de modo público, eram perseguidos. Essa comunidade foi perseguida porque era muito religiosa e resistia”, explica o historiador Vitale Joanoni Neto, coordenador de pós-graduação em História da UFMT.
casa
 Boa parte das casas na colônia de Primavera do Leste são de classe média ou alta, estruturadas e com jardinagem
Diante da perseguição, os russos ortodoxos fugiram para a Sibéria, por volta de 1917, onde permaneceram por um período. Porém, logo voltaram a ser alvos de perseguição política e tiveram de deixar a região. O destino seguinte foi a China, onde também passaram a ser perseguidos. Desta forma, os russos decidiram ir para outros continentes. De navios, foram se espalhando pelo mundo. Muitos deles decidiram vir para a América do Sul. Alguns migraram para a Argentina, Uruguai ou Bolívia, onde também existem diversas colônias.
Os que chegaram ao Brasil foram para Ponta Grossa (PA), onde ainda existe uma colônia russa. Anos mais tarde, parte deles migrou para Mato Grosso. Entre aqueles que vieram ao Estado, somente um casal de idosos havia nascido na Rússia. Os outros já eram todos descendentes.
Na região mato-grossense, uma propriedade de 10 mil hectares foi dividida entre os descendentes. A área foi expandindo conforme cada um ia adquirindo novas terras. A área não é considerada coletiva, pois cada um é responsável pelo seu próprio espaço. “Não há nada em sociedade. Cada um por si e Deus por todos. Cada um ficou com uma parte e hoje são propriedades individuais”, explica Larion.
Reprodução
Vitale Joanoni
Historiador Vitale Joanoni vê religião como a força para manter as regras e preceitos
A colônia passou a ser dividida em dois grupos, a princípio. Posteriormente, se tornaram três. Atualmente, são denominados Massapé, Beira-Rio e Cinturão Verde. Ficam em regiões separadas da comunidade. Um dos pontos principais que os diferenciam é a condição financeira. Enquanto uns possuem mais recursos, outros são mais humildes.
Logo que se estabeleceram na região, os descendentes começaram com seus cultivos – a soja e o algodão são os destaques – e construíram residências. No lugar, há casas de diversos tipos. Enquanto algumas residências possuem características mais simples, outras chamam a atenção pelo tamanho e também pela arquitetura. A diferença social também compõe a Colônia Russa.
A religião
Longe da perseguição, em Mato Grosso, os descendentes russos seguem a religião ortodoxa. Cada comunidade criou a própria igreja e tem o próprio líder religioso. Desde a infância, as crianças aprendem a ler a bíblia, em russo. Para o historiador Vitale Joanoni, este é o maior elo entre os que vivem no Brasil e os russos. “A religião ortodoxa é um cristianismo com preceitos muito conservadores. Eles são cristãos ortodoxos e têm a isso como um importante traço de identidade”.
Igreja católica ortodoxa
Vontade de seguir Igreja Católica Ortodoxa expulsa fiéis da Rússia e agora no Brasil desejam manter preceitos, sem quaisquer flexibilizações
A religiosidade faz parte do cotidiano dos moradores da Colônia Russa. Eles costumam seguir calendário rigoroso, respeitando feriados da Igreja Ortodoxa. Na Rússia, a religião ainda é considerada uma das mais relevantes.
A religião dita até a alimentação. Alguns alimentos não podem ser ingeridos em determinados dias da semana. “Não podemos comer carnes, ovos ou qualquer derivado animal na quarta e nem na sexta, porque a reunião para crucificar Jesus aconteceu na quarta e ele foi crucificado na sexta”, explica Larion.
 Itens como óleo, peixes e vegetais também chegam a ser proibidos por alguns dias, conforme o calendário. Apesar de seguir o calendário comumente utilizado na Rússia, Larion explica que os descendentes de Primavera também comem o mesmo que brasileiros. “Na colônia, o prato mais comum é arroz, feijão e carne”.


Eles têm dificuldades para manter os jovens nos costumes tradicionais. A internet abre uma porta para o mundo - diz Vitale Joanoni

A religião é considerada fundamental para união de jovens russos. Para que um matrimônio seja aprovado na comunidade, é necessário que os dois sejam descendentes ou ao menos passem a seguir a mesma fé. “O casamento arranjado é muito comum, porque querem manter preceitos religiosos deles. Eles saíram do país e caíram no mundo justamente porque queriam manter esses preceitos, então é natural que queiram preservá-los”, ressalta o historiador Vitale Joanoni.
Em Primavera do Leste, há diversos relatos de descendentes de russos que tiveram de deixar a colônia após se casarem com uma pessoa que não seguia a mesma religião.
“Uma coisa que percebi quando visitei a comunidade é que eles têm, hoje, dificuldades para manter os jovens nos costumes tradicionais. Hoje, a internet abre uma porta para o mundo. Então, eles estavam com dificuldades para controlar esse acesso”, comenta o historiador.
Mesmo assim, para ele, o grupo de Primavera demonstra muita resistência e tem identidade muito particular, pela distância e pelo tempo em que estão distantes do país de origem.

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Comentários (6)

  • sebastiao nunes cirqueira | Quinta-Feira, 27 de Dezembro de 2018, 16h14
    0
    0
    boa tarde se nos ceguirao os costumes dele nao teria estas bandidage todas admiro a dotrinas deles
  • JORNALISTA NETÃO DO ARAGUAIA | Sábado, 26 de Maio de 2018, 19h28
    3
    0
    CONHECI PESSOALMENTE UM RUSSO DE NOME FOMA, CIDADÃO LEGAL E DE BOA CONVERSA, FIZEMOS NEGOCIO, VENDI GADO PRA ELE DA MINHA ANTIGA PROPRIEDADE EM PAREDAO GRANDE ELE É SUPER HONESTO ME PAGOU DIREITINHO E NOS TORNAMOS AMIGOS. AINDA QUERO CONHECER SUA COLONIA RUSSA EM PVA
  • Marlon | Sábado, 26 de Maio de 2018, 18h03
    1
    0
    Faltou entrevistar o lavrador russo Savostian Reutov. E perguntar o que ele pensa quanto a violência sexual contra crianças não russas.
  • Elissa Kuznetsov | Sábado, 26 de Maio de 2018, 12h00
    4
    0
    "Casamento arranjado e muito comum..." Por favor me apresente um casal que teve o casamento arranjado, já que vocês falaram que é comum na minha cultura.
  • Pedro | Sexta-Feira, 25 de Maio de 2018, 21h35
    2
    6
    A religião é o ópio do povo
  • Elias Miguel Monteiro Zaviasky | Sexta-Feira, 25 de Maio de 2018, 13h25
    27
    1
    O RDNEWS está de parabéns pela reportagem. Bela matéria!

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