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domingo, 24 de março de 2019

Morre o escritor Júlio Verne


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Morre o escritor Júlio Verne

Em 24 de março de 1905, morreu Júlio Verne. Em suas obras, o escritor francês descrevia descobertas científicas muito antes delas se tornarem realidade

Morre o escritor Júlio Verne
Júlio Verne iniciou sua carreira literária escrevendo para o teatro (Reprodução/Internet)
Júlio Verne nasceu em 1828 na cidade de Nantes, na França, onde passou a infância com os pais e os irmãos. Em 1848, se mudou para Paris, a fim de estudar direito. Mas, na capital francesa, começou a se interessar mais pelo teatro do que pelas leis. Verne iniciou sua carreira literária escrevendo para o teatro.
No mesmo ano que estreou sua primeira peça de teatro, Julio Verne começou a trabalhar como operador financeiro no Teatro Lírico de Paris. O escritor passou a se interessar pelas descobertas científicas e a se aprofundar nos estudos de ciências e geografia. Em 1851, escreveu seu primeiro conto de ficção científica.
Para sustentar sua esposa, seu filho e duas enteadas, Júlio Verne trabalhou, em 1857, na Bolsa de Valores de Paris, mas sem deixar de lado a escrita. Alguns anos depois, conheceu o influente editor Pierre Jules Hetzel, que publicou sua obra Cinco Semanas em um Balão. Com o sucesso do livro, Hetzel ofereceu um contrato que previa a publicação de dois livros por ano, pelos próximos 20 anos. O escritor cumpriu o contrato por 40 anos.
Julio Verne ficou conhecido como o pai da ficção científica. Seus livros mais famosos são “Viagem ao centro da Terra”, “Da terra à lua”, “Vinte mil léguas submarinas”, “A ilha misteriosa” e “A volta ao mundo em 80 dias”. Em suas obras, o escritor francês descrevia descobertas científicas muito antes delas se tornarem realidade, como as viagens espaciais do livro “Viagem ao Redor da Lua” e o submarino de “Vinte Mil Léguas Submarinas”. No dia 24 de março de 1905, Júlio Verne morreu.
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3 OPINIÕES

  1. Regina Caldas
    Na juventude, li muito os maravilhosos livros de Julio Verne. Quantas aventuras e aprendizado inesquecíveis.
  2. Help1312312
    ele morreu de diabetes?
  3. Ana
    Julio Verne, um grande viajante em sonhos e imaginações, onde sua realidade é medida com a ficção!

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domingo, 3 de março de 2019

Local onde imperador romano foi morto será aberto ao público


ITÁLIA

Local onde imperador romano foi morto será aberto ao público

Célebre crime ocorreu em 44 a.C. Júlio César foi cercado por senadores e esfaqueado. Local nunca foi aberto ao público

Local onde imperador romano foi morto será aberto ao público
Largo di Torre Argentina é um complexo com quatro templos italianos (Foto: Wikimedia)
O Largo di Torre Argentina, local onde o imperador Júlio César foi assassinado, em Roma, na Itália, será aberto ao público até o final de 2021. O acesso ao complexo de templos nunca foi liberado aos turistas, tendo se tornado o lar de uma colônia de gatos.
De acordo com a prefeita de Roma, Virginia Raggi, passarelas serão construídas para que os turistas possam andar pelas ruínas. Além das passarelas, um trabalho de restauração deve ser feito, com instalação de banheiros, luzes especiais e saídas de emergência. O projeto de restauração foi estimado em 985 mil euros, em uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada. O imperador Júlio César foi morto no local em 44 a.C.
O crime se tornou um dos mais emblemáticos da história da humanidade. Ditador de Roma, Júlio César foi cercado por 60 senadores, incluindo seu filho adotivo Marcus Julius Brutus, na Cúria de Pompeu, onde funcionava o Senado. O imperador então foi esfaqueado 23 vezes e morreu.
O Largo di Torre é uma antiga praça de Roma que abriga ruínas de quatro templos, além da Cúria de Pompeu. São eles: o Templo de Juturna, o Templo da Fortuna do Dia, o Templo de Ferônia e o Templo dos Lares Permarinos. É possível observar as ruínas das ruas, mas a entrada de turistas no complexo nunca foi permitida.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Pesquisadores revelam por que vikings chamavam a Groenlândia de 'Terra Verde'

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    Armas e armadura de vikings

    Pesquisadores revelam por que vikings chamavam a Groenlândia de 'Terra Verde'

    CC BY-SA 2.0 / Helgi Halldórsson / Viking Arms and Armor
    CIÊNCIA E TECNOLOGIA
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    Partes fossilizadas de mosquitos no fundo de um antigo lago abriram postas para que historiadores provassem que a Groenlândia era uma ilha quente no tempo dos vikings, com uma costa quase nunca coberta por gelo e neve, escreve a revista Geology.
    Se as sagas vikings forem verdadeiras, então os primeiros exploradores do Novo Mundo e das Américas não correspondem a Cristóvão Colombo e companhia, mas, sim, a navegadores noruegueses liderados por Eric, o Vermelho, e seus filhos, que foram expulsos da Noruega no fim do século X. Após longas viagens, a Groenlândia se tornou a casa destes navegadores por volta do ano de 986.
    "Pessoas especulam que os nórdicos colonizaram a Groenlândia durante um período fortuitamente quente, mas não havia nenhuma reconstrução da temperatura local detalhada que confirmasse completamente isso. E algumas pesquisas recentes sugerem que o contrário era verdade", afirmou Yarrow Axford, pesquisador da Universidade Northwestern (EUA) e líder da pesquisa, acrescentando que "tem sido um mistério climático".
    A presença dos vikings na Groenlândia e em Vinlândia não causa dúvida hoje em dia nos pesquisadores graças às descobertas arqueológicas e à datação por radiocarbono. Mas duas perguntas continuaram soando: por que Eric, o Vermelho, chamou a Groenlândia de "Terra Verde" e por que os vikings colonizaram a região e depois a abandonaram.
    Muitos historiadores se apoiam na justificativa que remete ao período entre os séculos X e XIII ou Período Quente Medieval, quando as temperaturas no planeta eram supostamente tão altas quanto hoje em dia. No século XIV, começou a Pequena Idade do Gelo, causando a Grande Fome na Europa e, como apoiadores da ideia acreditam, e acabando com a civilização viking na Groenlândia e na América do Norte.
    Axford provou essa hipótese estudando os sedimentos formados no fundo de um lago localizado perto da cidade de Narsaq, no sudoeste da Groenlândia, onde Eric, o Vermelho, morava. O lago teria feito parte do território da "Terra Verde" por pelo menos três mil anos. No lago foi acumulando pólen, insetos mortos, fragmentos de vegetação e outros restos orgânicos, contendo sinais do clima e da ecologia do Ártico de um passado distante.
    Por exemplo, a proporção de isótopos de oxigênio, nitrogênio e carbono em nos restos de animais e plantas, depende diretamente do clima predominante da época no ponto em que viviam.
    Em particular, quão maior é a proporção de oxigênio "pesado", mais elevada era a temperatura, onde viviam plantas e animais. Baseando nesta ideia, a equipe de Axford analisou a composição isotópica dos mosquitos fossilizados, extraídos das camadas de lodo, formado entre 900 e 1400 d.C., no fundo do lago.
    Essas medições mostraram que a proporção de oxigênio-18 em seu corpo era significativamente maior do que nos restos orgânicos mais antigos preservados nas camadas inferiores. Em média, naquela época, as temperaturas eram um grau e meio mais altas do que no início da Idade Média, e semelhantes às temperaturas da Groenlândia de hoje em dia.
    A era quente terminou no fim do século XIV, quando o clima se tornou instável e a ilha começou a ser coberta por gelo. Curiosamente, o período quente correspondeu a uma particularidade local, sem relação alguma ao Período Quente Medieval e a outras flutuações climáticas duradouras geradas pelas mudanças nas correntes e no fluxo de ar sobre o Atlântico Norte.
    Por isso, as medições em outras partes do Ártico e da própria Groenlândia mostram que a temperatura teria diminuído e as geleiras teriam crescido ao mesmo tempo.

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