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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Se existe a Nova Zelândia, onde fica a ‘velha’?

CURIOSIDADES

Se existe a Nova Zelândia, onde fica a ‘velha’?

A Nova Zelândia é um país que chama a atenção por diversos motivos. Além de ser um dos países mais desenvolvidos e seguros para se viver, essa nação apresenta paisagens naturais deslumbrantes, muitas das quais se beneficiam do fato do país ficar em uma região bastante isolada com relação aos outros países. Mas o que costuma deixar muita gente com um ponto de interrogação é o seu nome extremamente peculiar. Afinal, se existe a Nova Zelândia, onde é que fica a “velha”?
Tudo começou há mais de 300 anos atrás. O primeiro explorador europeu a desembarcar no que hoje é conhecido como Nova Zelândia foi um holandês chamado Abel Tasman, que estava a serviço da Companhia Holandesa das Índias Orientais. No entanto, quando ele chegou por lá em meados de 1640, Tasman pensou que havia desembarcado em uma parte da que hoje é conhecida como “Isla de los Estados” (“Stateneiland” em holandês) que é uma ilha que fica na ponta inferior da Argentina. Tasman a nomeou assim meio que às pressas, já que tinha feito uma longa viagem e havia se envolvido em um combate com os nativos da região.
Selo comemorativo da chegada de Abel Tasman na Nova Zelândia.
Logo depois, os cartógrafos holandeses Hendrik Brouwer e Joan Blaeu inspecionaram melhor o local e descobriram que essas grandes ilhas não faziam parte da América do Sul, mas sim da Oceania. Joan Blaeu, então, resolveu trocar o nome da área para “Nieuw Zeeland” (“Nova Zelândia” em português), em homenagem a uma província holandesa. A tal “província da Zelândia” também era composta por ilhas e seu nome significa literalmente “ilhas no mar” em holandês. Ou seja, o nome “Nova Zelândia” seria uma forma de dizer “novas ilhas no mar”.
Posteriormente, o inglês James Cook fez três viagens a Nieuw Zeeland na década de 1770. O objetivo de sua viagem original era outro, mas Cook e sua tripulação se perderam e acabaram em Nieuw Zeeland, que ainda era relativamente pouco explorada pelos ocidentais desde a viagem original de Tasman. Com a colonização inglesa na região, o nome deixou de ter a escrita holandesa de “Nieuw Zeeland” para a escrita inglesa “New Zealand”, que até hoje permanece como o nome oficial do país.
Canal Experimentando


Ou seja, da próxima vez que você ver o nome “Nova Zelândia” por aí, saiba que a “Zelândia original” que deu nome ao país da Oceania é na verdade uma província holandesa.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Conheça o aeroporto cuja pista é atravessada por uma linha de trem

onheça o aeroporto cuja pista é atravessada por uma linha de trem

O Aeroporto de Gisborne é um pequeno aeroporto regional que fica localizado nos arredores da cidade de Gisborne, na costa leste da Ilha do Norte da Nova Zelândia. Curiosamente, o Aeroporto de Gisborne é um dos poucos aeroportos do mundo que conta com uma linha férrea (a Linha Norte de Palmerston – Gisborne) que atravessa a pista principal de pousos e decolagens. O Aeroporto de Gisborne cobre uma área total de 160 hectares, possuindo três pistas de grama e uma pista principal de asfalto, que é justamente a que é atravessada pela Linha Ferroviária Norte de Palmerston – Gisborne.
O Aeroporto de Wynyard, localizado na costa oeste da Tasmânia, era um outro aeroporto que também tinha uma travessia ferroviária na sua pista. No entanto, o decadente tráfego ferroviário na região forçou o fechamento da linha férrea no início de 2005, fazendo com que a travessia ferroviária do aeródromo de Wynyard não seja mais operacional. No Aeroporto de Gisborne, por outro lado, a rota ferroviária funciona ativamente junto com o aeródromo, que opera todos os dias entre as 6:30 da manhã e as 8:30 da noite. Depois disso, a pista fica fechada até a manhã seguinte.
Um dos aspectos mais interessantes disso tudo é que, quando o trem fica próximo de passar na pista de pousos e decolagens de Gisborne, o maquinista precisa parar e procurar a liberação da torre de controle de tráfego aéreo para cruzar a pista e continuar o seu trajeto. Os trilhos da ferrovia dividem a pista praticamente no meio e com muita frequência é possível ver trens ou aeronaves parados na espera de que um deles se desloque para continuar a sua viagem.
Na verdade, gerenciar o pouso e decolagem de aeronaves em uma pista que também serve como rota ferroviária operacional é um trabalho relativamente desafiador para as autoridades aeroportuárias, já que ambos os meios de transporte possuem horários programados para partidas e chegadas que muitas vezes se encontram. De fato, o Aeroporto de Gisborne é o principal portal de entrada e saída da região, abrigando mais de 60 voos domésticos e recebendo mais de 150.000 passageiros todos os anos.
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