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quarta-feira, 10 de junho de 2020

CAMOCIM POLÍCIA 24h: BOLSONARO VIRÁ AO CEARÁ INAUGURAR TRECHO DE TRANSP...

CAMOCIM POLÍCIA 24h: BOLSONARO VIRÁ AO CEARÁ INAUGURAR TRECHO DE TRANSP...: O anúncio foi feito pelo próprio presidente durante reunião ministerial nesta terça-feira (9). Em maio, o ministro do Desenvolvimento ...

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Contrato da usina de dessalinização é de R$ 3 bilhões

Contrato da usina de dessalinização é de R$ 3 bilhões

| NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA | O projeto faz parte da lista de concessões consideradas prioritárias pelo Governo para este ano. A previsão é que o edital de licitação seja lançado em 60 dias

A REGIÃO da Praia Mansa, próxima ao Porto do Mucuripe, é cotada para receber a usina
A REGIÃO da Praia Mansa, próxima ao Porto do Mucuripe, é cotada para receber a usina
O contrato de concessão da usina de dessalinização da água do mar na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) prevê remuneração de pouco mais de R$ 3,094 bilhões em 30 anos. Os dados constam do estudo de viabilidade técnica aprovado pelo Comitê Gestor das Parcerias Público-Privadas (PPP) do Ceará. A minuta do edital deve ficar disponível para consulta pública no site da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece), até o dia 11 de março. A previsão é que o edital de licitação seja lançado ao mercado em junho.
"A consulta pública é o momento para receber contribuições. Vamos consolidar o que recebermos e realizar uma audiência pública presencial. Depois disso segue para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que tem 60 dias para se manifestar, para só então lançar o edital, o que acredito que vai ser em junho. Se tudo correr bem, as obras iniciam em outubro. Já o início do funcionamento estimamos para 2022", explica o presidente da Cagece, Neuri Freitas.
A planta de dessalinização terá capacidade de 1 m³/s (um metro cúbico por segundo), o que pode elevar em 12% a oferta de água e beneficiar cerca de 720 mil pessoas. O vencedor da licitação deverá criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), cuja finalidade é a construção e operação da usina, para em seguida assinar o contrato na modalidade PPP com o Estado.
De acordo com os estudos, o valor do contrato corresponde à receita fixa e variável da concessionária pelo prazo da concessão, com base em uma taxa WAAC (Custo Médio Ponderado do Capital) de 6,36% ao ano e uma taxa interna de retorno de 6,36% ao ano.
A contraprestação máxima mensal é de R$ 9,3 milhões, já considerando a produção máxima mensal da planta de dessalinização que é de 2,5 milhões de m³. Sendo que a parcela fixa não deverá exceder R$ 5,3 milhões e a variável R$ 3,9 milhões.
A GS Inima Brasil, quem realizou os estudos de viabilidade, apontou inicialmente um custo de implantação de R$ 482,71 milhões, mas que pode ser alterado devido à concorrência. Vencerá a licitação aquela empresa que oferecer o menor preço da água.
O estudo também recomenda que a planta seja montada no Mucuripe, próximo à região da Praia Mansa. "Foi o local indicado como o mais adequado tanto para ter a captação da água do mar, como devolução dos rejeitos, e também porque possibilita maior interligação da nossa rede", diz Neuri.
Ontem, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), destacou que esta concessão é a primeira de uma série ao longo do ano. "Esta é uma parceria privada que é prioritária para o Governo até porque vai ser uma alternativa para o fornecimento de água para o Ceará que viveu nos últimos anos uma grave situação de seca".
IRNA CAVALCANTE

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

cearenses em mato grosso


 

Novidades

Festa de São Francisco/ Ponte Alta / Irmandade de São Francisco 03/10/2017 19:21

Festa de São Francisco de 04 a 08 de outubro de 2017 em Ponte Alta. Confiram a programação!

Há 105 anos a Irmandade de São Francisco em Ponte Alta celebra o dia de São Francisco em 04 de outubro de 2017. Conheçam a origem da festa.
 por Valdeque Matos - UniversoMT 

Devotos de São Francisco celebram uma tradição que não se perde no tempo, mantendo a sua peculiaridade no local que foi instalado o primeiro assentamento de Mato Grosso, na região onde está a comunidade de Ponte Alta, no município de Chapada dos Guimarães. É a festa da Irmandade de São Francisco, que todos os anos, há mais de um século, reúne durante quatro dias milhares de pessoas, vinda de todos os cantos do estado e, também, de outras unidades da federação.
Organizada pela Irmandade de São Francisco de Ponte Alta, a festa religiosa, que ocorre, anualmente, em torno do Dia de São Francisco de Assis, comemorado em 4 de outubro, é uma herança dos primeiros moradores do local, que um dia foi uma comunidade agrícola formada por famílias vindas do Ceará, no final do século XIX. A Irmandade de Ponte Alta congrega descendentes destas famílias de cearenses, inclusive com muitos deles morando em Rondonópolis.
 105º edição da festa em Louvor a São Francisco de Assis, o santo católico protetor dos animais e que tem muitos devotos no nordeste brasileiro, começa na noite de quarta-feira (4 de outubro), com uma missa na capela da comunidade de Ponte de Alta, distante cerca 150 km de Rondonópolis e a 25 km de Campo Verde. Este ano, uma das missas será celebrada pelo Frei Leodir Carraro, que é pároco da Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, em Rondonópolis. O encerramento da festa acontece no domingo (8 de outubro), com missa, churrasco, leilão e o sorteio dos festeiros do próximo ano.
Nos dias da festa acontecem animados bailes, leilões e, além disso, são oferecidos aos participantes, gratuitamente, almoço, janta e café da manhã. Este ano são esperadas mais de quatro mil pessoas, vindas de vários lugares. Inclusive, estarão lá muitos “irmãos”, como são chamados os descendentes dos primeiros moradores da comunidade, que moram hoje em Rondonópolis.
“Matar a saudade”
Os descendentes aproveitam os quatros dias da festa de homenagem a São Francisco para “matar a saudade”, reverenciar a memória dos antepassados e manter viva a festa religiosa, que é uma das mais tradicionais de Mato Grosso. “Muitos saem de longe, até mesmo de outros estados, para participarem dos quatro dias de festa”, conta Solange Campos, que é proprietária da fazenda, onde hoje a comunidade se localiza.
Uma delas é a filha de Solange, Helen Campos (31 anos). Professora da rede estadual, em Rondonópolis, onde mora há três anos, estará lá mais uma vez, acompanhada da filha de seis anos, que é da quarta geração da irmandade de São Francisco de Ponte Alta. “Participo desde pequena, gosto muito. É uma tradição nossa que vai passando de geração para geração. Faço questão de levar minha filha, para que este costume siga, não acabe”.
 Outro morador de Rondonópolis que estará presente na festa é o empresário do ramo de restaurante, Edmildo Campos, o Rico. Nascido em Ponte Alta, o filho de pioneiros da comunidade, o casal Francisco Campos e Jovelina Campos Melo, tem 63 anos e todos anos vai  até Ponte Alta.
Ele, que mora em Rondonópolis desde 1991, estará lá no fim de semana ao lado da esposa, uma neta e o irmão, Supriano da Silva (74 anos). “A festa faz parte da minha vida. Todos os anos estamos lá. Temos irmãos espalhados por todo lado, a festa é um momento para reunirmos e matar a saudade”, define Rico.
Os membros da irmandade levam ao pé da letra um dos ensinamentos de São Francisco: “é dando que se recebe”. Tanto que nos quatro dias de festa uma fartura de comida é oferecida, gratuitamente, para todos que chegam para participar das homenagens a São Francisco. No local, tem mais de 200 suítes, pertencentes aos membros da irmandade e servem para abrigar os participantes da festa.
Para alimentar todos festeiros, é preciso preparar muita comida. Só de linguiça, feita de forma artesanal à base de carne suína e bovina, são mais de três mil metros. Para deixar tudo pronto, os trabalhos de preparação do local começam pelo menos 15 dias antes do início dos festejos.
Começo de tudo
A história desta comunidade, que abriga uma das mais antigas e tradicionais festas religiosas de Mato Grosso, foi fruto de uma pesquisa da historiadora Salvelina Campos Pinheiro Melo, que é uma das descendentes. O estudo dela, que foi o trabalho de conclusão do curso na Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, em 2001, conta um pouco das raízes da comunidade.
Denominada de “Colonização, decadência e religiosidade de Ponte Alta”, a pesquisa aponta que a área, de cerca de três mil hectares, onde está a comunidade pertencia, no século XIX, ao senhor de engenho Agostinho Pereira Macedo, inclusive a região abriga as ruínas do que um dia foi a Casa-grande.
Quando Agostinho, que também era conhecido como “capitão”, morreu, a propriedade passou para o Estado, já que não possuía herdeiros. Isso já no final do século XIX foi quando pela primeira vez em Mato Grosso, experimentar um projeto de reforma agrária.
Em 1898, cerca de 40 famílias de cearenses vieram para Mato Grosso, fugindo da seca “brava” que castigava o nordeste. Cada uma delas recebeu sete hectares no projeto de assentamento. Três anos depois, em 1901, mais uma leva de migrantes cearenses veio e se instalou na região. Ao longo das décadas seguintes, outros também vieram, buscando melhores condições de vida junto aos seus conterrâneos.
A pesquisa aponta que, no início dos anos 60, muitos moradores deixaram a comunidade. Eles foram atraídos pelos diamantes extraídos em regiões garimpeiras, em Paranatinga. Hoje, os descendentes estão espalhados por várias cidades. Mesmo assim, não se esquecem de suas raízes, reunindo uma vez por ano, numa grande festa, em torno do Dia de São Francisco.
Origem da festa
Quanto a origem da festa, Solange conta que um dos migrantes vindo da cidade de Canindé de São Francisco fez uma promessa ao seu santo de devoção que, se no lugar da nova morada tivesse água, ele traria uma imagem e construiria uma capela.
Em 1900, dois anos depois da chegada à região da Ponte Alta, feliz por morar em um lugar onde havia água em abundância e fartura de alimentos, o nordestino, cujo nome era Antônio Vicente, foi até o Ceará. Ao retornar para Mato Grosso, cumpriu a promessa, trazendo na bagagem uma imagem de São Francisco de Assis. A capela foi construída em regime de mutirão, pelos membros da comunidade.
Capela pronta, em 1912, decidiram fazer uma festa. Pediram ao fazendeiro vizinho a doação de carne. Ele disse que tinha um boi, que era muito bravo e se alongou no mato. Caso conseguisse apanhá-lo, poderiam matá-lo para ser servido na festa. “O tal boi foi capturado, começando assim a festa da Ponte Alta”, resume Solange.
Nos preparativos para a realização dos festejos, a fé se transforma em trabalho. Segundo ela, por dias a fio, os devotos de São Francisco dedicam-se ao trabalho de limpar o local da festa, enfeitar os salões onde acontecem os bailes, o leilão e são servidas as refeições, bem como no preparo das refeições. “Tudo é feito com doações e todos são voluntários, demonstrando que quem acredita também se doa para louvar nosso santo padroeiro”, frisa Solange.
Escolha dos organizadores da festa anual de São Francisco é por sorteio
De acordo com Solange Campos, todo ano são sorteadas quatro pessoas que assumirão as funções de festeiro, festeira, capitão do mastro e alferes da bandeira. “Eles terão a missão de preparar os festejos do ano seguinte, mantendo assim viva a nossa tradição”, explica.
Segundo ela, cabe a função do festeiro organizar todo o evento, pedir doações para os leilões e o custeio de despesas com alimentação, que é oferecida gratuitamente aos devotos. Geralmente, ele viaja por todos municípios do Estado, que contam membros da irmandade.
Já a festeira fica responsável de fazer a decoração de todo local. O capitão do mastro, por sua vez, tem a missão de escolher e extrair a madeira da mata, que mais tarde se transformará em um dos símbolos da festa. Só que a escolha ele não faz sozinho. “É acompanhado por amigos que cantam, dançam, tocam viola e acordeão e fazem brincadeiras”, conta Solange. Após a escolhida a madeira, cabe, então ao alferes enfeitar o mastro e confeccionar a bandeira, que traz a imagem de São Francisco. “Tudo é muito lindo. A história desta festa é encantadora”, completa
Solange revela que nos quatro dias de festa em homenagem a São Francisco de Assis, o protetor dos animais e padroeiro da ecologia, são rezados terços. No sábado é servida uma feijoada e ocorre uma procissão iluminada por velas, que sai da capela, contorna o pátio e volta ao ponto inicial. A missa acontece na abertura e no domingo, quando o prato principal do dia é um suculento churrasco. Já os bailes, que são famosos em toda região, acontecem todos os dias da festa. Toda a produção da festa é feita com doações e tudo de forma voluntária.
PROGRAMAÇÃO
QUARTA FEIRA
Missa na Capela da Comunidade da Ponte Alta
QUINTA FEIRA
Celebração as 19 hs
Jantar as 20 hs
Baile da Saudade (3ª idade de Campo Verde) com Neri Gaiteiro e Rafael.
SEXTA FEIRA
Café da manhã das 07 hs as 09 hs
Almoço das 11:30 as 14 hs
Levantamento do Mastro e Missa as 19 hs
Jantar das 20 hs as 22 hs
Baile as 21 hs com Banda Inocentes, Zeca e Carol, Agnelo dos teclados, Som Overnight, Neri Gaiteiro e Rafael.
SÁBADO
Café da manhã das 07 hs as 09 hs
Chegada da Cavalgada com abertura oficial e chegada de São Francisco
Inscrição para Moda de Viola as 10 hs
Almoço com tradicional feijoada das 11:30 as 14 hs
Apresentação da Moda de Viola as 14 hs
Inicio da Procissão com a imagem de São Francisco as 17:50 hs
Jantar das 20 hs as 22 hs
Baile as 21 hs com Banda Inocentes, Zeca e Carol, Agnelo dos teclados, Som Overnight, Neri Gaiteiro e Rafael.
 DOMINGO
Café da manhã das 07 hs as 09 hs
Missa festiva as 09 hs
Leilão de gado e prendas as 11 hs. Após o leilão escolha dos novos festeiros de 2018
Almoço dançante com Zeca e Carol das 11:30 as 14 hs


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Primeiro assentamento de MT, Ponte Alta celebra São Francisco de Assis


   Quarta feira, 12 de dezembro de 2018Edição nº 10088 07/10/2001  












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Primeiro assentamento de MT, Ponte Alta celebra São Francisco de Assis

Experiência pioneira de reforma agrária, local hoje é cenário para celebração dos descendentes de cearenses

JOSÉ LUIZ MEDEIROS/DC
Nascida e criada em Ponte Alta, dona Elza Melo de Campos, 87 anos, lembra as histórias contadas pelo seu pai
CARLA PIMENTEL
Enviada a Ponte Alta

É dando que se recebe. Essa máxima de São Francisco de Assis é levada às últimas conseqüências na festa que termina hoje na região de Ponte Alta, no município de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá). O evento, que reúne cerca de 5 mil pessoas todos os anos durante quatro dias, é uma herança do que um dia foi uma comunidade agrícola formada por cearenses, no local onde foi instalado o primeiro assentamento de Mato Grosso. E a fartura da comida, oferecida gratuitamente para quantos chegarem, é uma das marcas do evento.

A pesquisa “Colonização, decadência e religiosidade de Ponte Alta”, da estudante de História Salvelina Campos Pinheiro Melo, conta um pouco das raízes da comunidade. A terra pertencia, no século XIX, ao senhor de engenho Agostinho Pereira Macedo – e região abriga as ruínas do que um dia foi a casa-grande. Quando o “capitão” – como era conhecido – morreu, sua propriedade passou para as mãos do Estado, já que ele não possuía herdeiros. Foi quando o governo decidiu, pela primeira vez em Mato Grosso, experimentar um projeto de reforma agrária.

Em 1898, a seca castigava o Nordeste. O Estado decidiu então trazer cerca de 40 famílias de cearenses para Mato Grosso, destinando 40 hectares para cada. Em 1901, outra leva migrou financiada pelo governo, e nas décadas seguintes outros agricultores chegaram, em busca de melhores condições junto a seus conterrâneos.

O destino do assentamento não foi diferente de alguns casos da atualidade. A pesquisa aponta que a falta de condições locais acabou fazendo com que os imigrantes optassem por abandonar a área no início dos anos 60, em busca de diamantes recentemente descobertos em Paranatinga. Hoje, as terras que um dia abrigaram o assentamento pioneiro voltaram para as mãos de grandes proprietários, sendo ocupadas por largas fatias de soja e algodão.

Os cearenses se dispersaram, mas não deixaram suas raízes de lado. Uma vez por ano, se reúnem no dia de São Francisco – 4 de outubro – para celebrar o santo, que encontra muitos devotos no Nordeste. A Irmandade São Francisco de Assis de Ponte Alta congrega descendentes dos cearenses que chegaram à região, possuindo 7 hectares de terras na área onde originalmente havia a sede da comunidade. Seus membros encarregam-se de levar à frente a tradição.

Dona Elza Melo de Campos, 87 anos, lembra de histórias que seu pai contava sobre a viagem entre o Ceará e Mato Grosso. Nascida e criada em Ponte Alta antes da debandada para Paranatinga, fala que o pai desceu de navio até o Sudeste, seguiu por terra até Corumbá, atravessou o rio Paraguai e chegou na região no lombo de animais. Entre as muitas histórias que conta, ela afirma já ter se deparado com membros da Coluna Prestes – os “revoltosos” – quando menina.

Descendentes de vários municípios de Mato Grosso se revêem durante a homenagem a São Francisco. Mas há também quem saia de longe para participar da festa. Este é o caso de Manoel Rodrigues, antigo morador local, atualmente em Porto Velho. “Sou devoto de São Francisco e sempre gosto de rever amigos”, explica ele, há nove anos em Rondônia.

Manoel Rodrigues saiu de Itapajé, no Ceará, em 1958, quando tinha 19 anos. Ele escolheu Ponte Alta como destino por ter notícia de que a região concentrava muitos conterrâneos. Ao lado de outras seis famílias, viajou de navio e caminhão por cerca de dez dias, e conseguiu um pedaço de terra em Mato Grosso – mas, anos depois, deixou a propriedade para ser trabalhador braçal no Estado vizinho. “Queria andar com minha mulher. Agora, já não dá mais para voltar”, admite.

Há algumas diferenças entre a festa de São Francisco que Manoel Rodrigues conheceu em Itapajé e Ponte Alta. Ele sente falta da cantoria, farta no Nordeste, mas que só vez por outra aparece na comemoração de Mato Grosso. Em compensação, elogia que, na festa local, não há distinção entre ricos e pobres: “Na minha terra, quem tem dinheiro fica todo engravatado, e de longe dá para ver que é diferente de nós”.

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· Muito boa mesmo a festa. Participar de e  - Andréia Xavier
· Achei muito interesante esta matéria sob  - Edwilson Braga dos Santos




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