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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ferrovia Norte-Sul já supera volume de grãos de 2017

Publicado em 27/11/2018 14:13
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Ferrovia movimentou mais 6 milhões de toneladas de soja, milho e farelo; modal ganha espaço ano a ano
A VLI, empresa de soluções logísticas que integra terminais, ferrovias e portos e controladora do tramo norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), já movimentou este ano mais de 5,9 milhões de toneladas de grãos pela FNS, tal volume é maior que o resultado de 2017. Com destino aos terminais localizados no Porto de Itaqui, no litoral do Maranhão, a ferrovia contribui de maneira mais eficiente para o transporte de cargas de soja, milho e farelo oriundas do leste e nordeste do Mato Grosso, sul do Pará e da nova fronteira agrícola, o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Os mais de 700 quilômetros da FNS (entre Porto Nacional-TO e Açailândia-MA) conectam-se à Estrada de Ferro Carajás formando uma importante conexão entre as áreas produtoras e o mercado externo. Conectados aos trilhos da FNS, a VLI dispõe de terminais integradores, que recebem cargas do modal rodoviário e transferem tudo para a ferrovia. O terminal de Porto Nacional, por exemplo, já alcançou novo recorde na movimentação anual: mais de 1,5 milhão de toneladas de soja e milho até outubro, o que representa um volume mais de 50% superior ao total do ano passado. Além dessa unidade, a VLI conta com o Terminal de Palmeirante, também no Tocantins. Os dois empreendimentos inaugurados em 2016 contam com capacidade para movimentar seis milhões de toneladas por ano. “Nos últimos anos a VLI capacitou a Ferrovia Norte-Sul para dar suporte ao crescimento do agronegócio na nova fronteira agrícola do país. Investimos cerca de R$ 1,7 bilhão na construção de dois terminais, melhorias na ferrovia, aquisição de locomotivas e vagões e construção de uma nova oficina de manutenção”, explica Gustavo Serrão, diretor de Operações Ferroviárias.
Consolidando a ferrovia como melhor saída
A empresa acredita no desenvolvimento do leste e nordeste do Mato Grosso, do sul do Pará, do Matopiba e na consolidação da rota que conecta os trilhos ao litoral maranhense para contribuir ainda mais com o agronegócio. Em 2017, esse caminho foi responsável por movimentar 5,87 milhões de toneladas de grãos. “O sistema integrado do Corredor Centro-Norte da VLI formado por terminais, ferrovias e a conexão com os portos é uma alternativa eficiente para que os produtores alcancem o mercado externo. Há um potencial enorme e nossa infraestrutura está pronta para atender”, completa Serrão.
Números
Volume FNS 2017: 5,87 milhões de toneladas
Volume FNS 2018 (até 25 de novembro): 6 milhões de toneladas
Volume Terminal de Porto Nacional 2017: 998 mil de toneladas
Volume Terminal de Porto Nacional 2018 (até outubro): 1,5 milhão de toneladas
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Fonte: VLI

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Governo Bolsonaro quer mudar modelo de exploração do pré-sal


Por Valdo Cruz
 




O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e seu escolhido para comandar a Petrobras, Roberto Castello Branco, querem mudar o modelo de exploração do petróleo do pré-sal do regime de partilha de produção para o de concessão.
A avaliação do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) é que o modelo de concessão permitirá acelerar a exploração do petróleo encontrado abaixo das camadas do pré-sal, aumentando investimentos no Brasil, e render mais recursos imediatamente aos cofres públicos.
O futuro presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco — Foto: Divulgação/FGVO futuro presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco — Foto: Divulgação/FGV
O futuro presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco — Foto: Divulgação/FGV
No modelo de concessão, ganha quem oferecer o maior pagamento de bônus de assinatura. Vencendo o leilão, a petrolífera fica dono do campo durante o prazo da concessão. No modelo de partilha, a União continua sendo dona do petróleo, e a produção é partilhada com a ganhadora do leilão, que fica com o percentual que exceder os custos de exploração e produção.
No modelo de partilha, a União tende a ter um ganho maior no médio e longo prazo. No de concessão, no curto prazo. Diante da crise fiscal e da tendência de mudança da matriz energética no mundo, que pode reduzir a importância do petróleo daqui alguns anos, o novo governo deve propor o modelo de concessão para o pré-sal.
O modelo da partilha, com a obrigação de a Petrobras ser a operadora única e sócia de 30% de todos os campos do pré-sal, acabou, segundo especialistas, atrasando a exploração desta riqueza. Este sistema foi aprovado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Dentro da atual equipe econômica, a sugestão é que esse modelo não seja modificado para a realização do leilão dos campos excedentes de petróleo do contrato de cessão onerosa da Petrobras com a União. Isso porque, caso o governo tende mudar o modelo, a tendência é atrasar ainda mais estes leilões, podendo impedir que eles sejam realizados no ano que vem.
Para revisão do contrato de cessão onerosa, o Senado ainda precisa aprovar projeto que autoriza a Petrobras a vender parte do petróleoque recebeu em troca de ações que entregou à União durante o governo Lula. A operação foi feita para capitalizar a estatal, que na época ganhou o direito de explorar uma área de cinco bilhões de barris de petróleo.
Só que, depois, o potencial desta área se mostrou bem maior, podendo chegar a 12 bilhões de barris de petróleo. Esse excedente seria devolvido pela Petrobras à União, que pagaria uma indenização à estatal e venderia esses campos em leilão. A avaliação é esses leilões podem gerar cerca de R$ 100 bilhões.
 — Foto: Editoria de Arte / G1 — Foto: Editoria de Arte / G1
— Foto: Editoria de Arte / G1


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