sexta-feira, 16 de maio de 2014

GOOGLE PRUEBA COCHES SIN CONDUCTOR EN CALIFORNIA

Google prueba coches sin conductor en California
14 de mayo 2014 • Actualizado a las 11h13

Los primeros ensayos en las zonas más urbanas se producen en las calles de Mountain View, California. Los primeros ensayos en las zonas más urbanas se producen en las calles de Mountain View, California.
Multinacional Google está invirtiendo en nueva tecnología automotriz que puede cambiar la vida de muchas personas. Este es un coche que no necesita ser guiado por un conductor. La compañía busca desarrollar un modelo eficiente y seguro.
En 2012, la empresa ya había publicado un video en el que puso a prueba un modelo de coche autónomo, marque a continuación. Evaluaciones de tecnología siempre se produjeron en las carreteras - donde las situaciones impredecibles son más difíciles de ocurrir.
Ahora Google dice que perfeccionó el software a cientos de objetos se puede detectar de forma simultánea. Por lo tanto, las pruebas se pueden extender a las regiones en las que el coche probablemente será diseñado: las grandes ciudades.
Los primeros ensayos en las zonas más urbanas se producen en las calles de San Francisco, California, Estados Unidos. En el blog de la compañía, el director del proyecto de los coches sin conductor, Chris Urmson, dijo que con el desarrollo de la tecnología ha sido posible incluir "peatones, autobuses, un 'stop' de la señal en manos de un guardia o un ciclista haciendo gestos que indican una puede dar vuelta "simular posibles situaciones.
El coche Google tiene cámaras de video, radar, rayos láser y una base de datos con la información recogida de los vehículos conducidos manualmente para ayudar en la navegación.
Algunos fabricantes de automóviles ya están comprometidos con el desarrollo de esta tecnología, un ejemplo es el fabricante Nissan que a finales del año pasado, llevó a cabo una prueba del coche eléctrico sin conductor en Japón, aprender más aquí .
A continuación se muestra el último vídeo de cómo funciona la tecnología de Google:
"Como resultado, lo que parece caótico y aleatorio en una calle de la ciudad para los seres humanos es bastante predecible a un ordenador. Creado sobre la base de los modelos que puede esperar del software en función de las diversas situaciones - probables e improbables. Todavía tenemos muchos problemas que resolver antes de enfrentarse a otra ciudad, pero varias situaciones que nos han dejado atrás desconcertado desde hace dos años se puede navegar de forma autónoma ", concluye Urmson.
CicloVivo Escritura

EMPRESA BELGA FABRICA GARRAFAS PLÁSTICAS COM LIXO DO MAR

Empresa belga fabrica garrafas plásticas com lixo do mar
14 de Maio de 2014 • Atualizado às 09h29

A Ecover, empresa especializada na fabricação de produtos de limpeza, encontrou uma maneira de reaproveitar resíduos retirados do oceano. A marca recolhe o plástico do mar e reaproveita este material para fabricar novas embalagens.
A iniciativa é fruto de uma parceria com outra empresa, a Logoplaste, responsável pela tecnologia. As novas garrafas são feitas com uma mescla entre o plástico retirado do mar e plástico feito de cana de açúcar. Inicialmente as embalagens serão feitas com 10% de material reaproveitado, mas as empresas pretendem aumentar esse percentual para torná-la mais sustentável.
A necessidade dessa mistura de matéria-prima ocorre devido à diversidade na qualidade dos plásticos retirados do oceano. Portanto, a marca utiliza o plástico de origem vegetal para garantir a qualidade e resistência necessária para o armazenamento de produtos de limpeza.
A Ecover pretende lançar a nova embalagem no Reino Unido ainda neste mês.
O problema do plástico no oceano
De acordo com a Sociedade de Conservação Marinha, os peixes ingerem o equivalente a 24 mil toneladas de plástico ao ano. “A escala do problema é enorme. A cada ano, pelo menos um milhão de aves marinhas e cem mil tubarões, tartarugas, golfinhos e baleias morrem por comer plástico”, explica Philip Malmberg, presidente-executivo da Ecover, em declaração ao jornal britânico The Guardian.
A coleta do plástico é feita por barcos especializados, capazes de retirar até oito toneladas de resíduos, e também por pescadores que recolhem o plástico misturado em suas capturas e depositam os resíduos em pontos específicos de coleta.
Redação CicloVivo

GOOGLE TESTA CARRO SEM MOTORISTA NA CALIFORNIA

Google testa carro sem motorista na Califórnia
14 de Maio de 2014 • Atualizado às 11h13

A multinacional Google está investindo em uma nova tecnologia automotiva que pode mudar a vida de muitas pessoas. Trata-se de um carro que não precisa ser guiado por um motorista. A empresa busca desenvolver um modelo eficiente e seguro.
Em 2012, a companhia já havia divulgado um vídeo em que testava um modelo de carro autônomo, confira abaixo. As avaliações da tecnologia sempre ocorriam em estradas – onde situações imprevisíveis são mais difíceis de ocorrer.

Agora o Google afirma que aperfeiçoou o software para que centenas de objetos possam ser detectados simultaneamente. Desta forma, os testes podem ser ampliados para as regiões em que o automóvel provavelmente será destinado: as grandes cidades.
As primeiras experimentações em áreas mais urbanas ocorrem nas ruas de Mountain View, na Califórnia, Estados Unidos. No blog da empresa, o diretor do projeto de carros sem motorista, Chris Urmson, afirmou que com o desenvolvimento da tecnologia foi possível incluir “pedestres, ônibus, um sinal de ‘pare’ segurado por um guarda ou um ciclista fazendo gestos que indicam uma possível virada”, simulando possíveis situações.
O automóvel do Google possui câmeras de vídeo, radares, lasers e uma base de dados com informações coletadas de veículos conduzidos manualmente para ajudar a navegação.
Algumas montadoras já se empenham para o desenvolvimento deste tipo de tecnologia, um exemplo é a fabricante Nissan que, no final do ano passado, realizou um teste de carro elétrico sem motorista no Japão, saiba mais aqui.
Veja abaixo o vídeo mais recente de como funciona a tecnologia Google:

“Como se vê, o que parece caótico e aleatório em uma rua da cidade para os seres humanos é bastante previsível para um computador. Criamos modelos baseado no que esperar do software dependendo de diversas situações - prováveis e improváveis. Ainda temos muitos problemas para resolver antes de enfrentar outra cidade, mas diversas situações que teria nos deixado perplexos há dois anos agora pode ser navegado de forma autônoma”, finaliza Urmson.
Redação CicloVivo

ESCRITORIO ALEMÃO PROJETA CIDADE SAUDAVEL NA CHINA

Escritório alemão projeta cidade saudável e sustentável na China
14 de Maio de 2014 • Atualizado às 11h40

O escritório alemão de arquitetura, Peter Ruge, desenvolveu um projeto de Cidade Verde e Saudável para a província de Hainan, na China. A ideia possui uma abordagem inter-disciplinar e inter-cultural, com o intuito de oferecer qualidade de vida para a população ao mesmo tempo em que resgata a história do país.
O projeto é dividido em cinco bairros. Todos eles devem contar com estrutura médica, sistemas de produção de energia limpa e redes de transporte sustentáveis. Para complementar a estrutura, os arquitetos mantiveram os traços e o respeito pela identidade e história locais.

Imagem: Divulgação
Conforme informado pelo ArchDaily, toda a área urbana foi planejada para minimizar o consumo energético e a pegada de carbono da construção. Para garantir que 70% da energia seja proveniente de fontes renováveis, o projeto conta com turbinas eólicas, células fotovoltaicas, biogás e sistemas inteligentes para a distribuição de água e energia.

Imagem: Divulgação
Em termos de saúde, as centrais médicas serão equipadas e capazes de ajudar os pacientes em todo o processo clínico, fazendo desde a prevenção até a fase final de reabilitação. Os moradores também terão check-ups programados, cuidados específicos com os idosos e espaço para o desenvolvimento de pesquisas na área médica.

Imagem: Divulgação
As facilidades aplicadas em uma cidade do futuro incluem: fácil acesso a ônibus elétricos, carros elétricos, serviços públicos de aluguel e empréstimo de bicicletas, além de possuir vasta rede ferroviária operada com emissão zero de gases de efeito estufa. Todos os veículos particulares movidos a combustíveis fósseis devem ser proibidos na província.

Imagem: Divulgação
Redação CicloVivo

quinta-feira, 15 de maio de 2014

CHINA INVESTE NA CONSTRUÇÃO DE FERROVIAS EM ÁFRICA

China investe na construção de ferrovia em África

 China investe na construção de ferrovia em África

A via férrea Mombaça-Nairobi poderá fortalecer as posições geopolíticas da China em África.

O Banco de Importações e Exportações concederá ao governo queniano um crédito no valor de 3,6 bilhões de dólares destinados para este maior projeto na África Oriental. O anúncio foi feito após um périplo africano do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que esteve em visita no Quênia, Etiópia, Nigéria e Angola.
Uma seção ferroviária que ligará o porto de Mombaça à capital do Quênia faz parte da rota africana oriental. Deste modo, os países vizinhos sem a saída para o mar terão um acesso direto ao oceano Índico. Trata-se do Sudão do Sul, a República Democrática do Congo, Burundi, Uganda e Ruanda.
Nesses países ninguém põe em causa a eficácia do projeto. O caminho de ferro permitirá ainda uma entrada para os mercados globais. Simultaneamente, serão criados incentivos reais para o desenvolvimento do comércio regional. Ambos os fatores são favoráveis para a China, opina Alexander Larin, do Instituto de Extremo Oriente:
“O evento se enquadra no rumo da política econômica externa da China que anda à procura de matérias-primas pelo mundo inteiro, procurando acesso às suas reservas, sobretudo, energéticas. Tal é a sua estratégia. Diante disso e para reforçar a sua influência, a China tem investido enormes capitais em construção de infra-estruturas – ferrovias e rodovias, sistemas de comunicações, caminhos para as fontes de energia, visando as futuras importações”.
O êxito do projeto permitirá à China transportar em cisternas o petróleo do Sudão do Sul para o porto queniano de Mombaça. Hoje, as importações de petróleo através do Sudão estão praticamente suspensas devido ao conflito interno sudanês. Além disso, a China pretende assegurar deste modo as importações de petróleo do Uganda que se realizam mediante um oleoduto, em perigo permanente por causa de conflitos inter-étnicos regionais.
Entretanto, no Uganda e no Ruanda, a China mantém projetos importantes no setor pesqueiro e agrícola. A nova via férrea tem sido vista com a principal artéria das importações de mercadorias desse grupo. O projeto de construção foi apresentado pela empresa pública China Road and Bridge Corporation, tendo o contrato sido promovido pelo presidente da China, Xi Jinping, ainda em agosto do ano passado nas conversações travadas em Pequim com seu homólogo queniano, Uhuru Kenyatta. Três meses depois, o projeto começou a ser implementado. Foi anunciado ainda que as obras seriam financiadas pelo Banco de Importações e Exportações da China.
Enquanto isso, um acordo sobre a concessão de créditos foi celebrado ao cabo de seis meses. Não se exclui que a demora tenha sido relacionada com intrigas políticas tecidas por oponentes do presidente do Quênia, descontentes que a China tinha sido convidada sem qualquer concurso, prevendo a participação de outros candidatos.
Os críticos afirmam que o monopolismo permite que os chineses aumentem preços por serviços prestados, enquanto as vitórias em concursos se alcançam devido à larga ajuda financeira de Pequim. O nosso perito, Alexander Larin, comenta:
“Tal cenário tem sido real, já que a China se tornou uma potência influente que conta com meios enormes para fazer investimentos, estabelecer contatos necessários e criar um clima político propício para seus investimentos. O dinheiro não deixa de ser um instrumento potente para o desenvolvimento de colaboração”.
A China monopolizou a construção e a reabilitação de ferrovias na Nigéria e na Etiópia, tendo alocado para o efeito um montante sumário de 12,3 bilhões de dólares. Para as obras de modernização de portos marítimos tanzanianos foram investidos 5 bilhões de dólares. Com isso, a China praticamente não tem concorrentes, nem do ponto de vista financeiro, nem em termos de apoio logístico e recursos humanos, salienta a perita do Instituto de África, Tatiana Deich:
“Até os países do Ocidente têm dificuldades em concorrer com a China nessa vertente. Em muitas ocasiões, segundo reconhecem os próprios africanos, o Ocidente condiciona a ajuda aos determinados motivos políticos. A China não faz isso. Colabora com todos. O seu maior princípio é não interferir nos assuntos internos dos países africanos, ajudando-os”.
A recente visita do presidente do Conselho de Estado, Li Keqiang, redundou em uma nova intervenção financeira da China no continente africano. Foi anunciada a decisão de aumentar créditos em 10 bilhões, podendo esses vir a totalizar 30 bilhões de dólares. O Fundo de Desenvolvimento Chinês-Africano irá crescer em 2 bilhões, se estimando a partir daí em 5 bilhões de dólares.

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/2014_05_14/China-investe-na-construcao-de-ferrovia-em-Africa-3919/

CHILE CRIA PURIFICADOR DE ÁGUA QUE PODE SER ESPERANÇA PARA AMÉRICA E ÁFRICA

Chile cria purificador de água que pode ser esperança para América e África

Um purificador revolucionário, desenhado no Chile, que transforma a água em plasma e consegue eliminar todos seus vírus e bactérias, beneficiará antes do fim do ano cerca de 10.000 famílias de Haiti, Bolívia, Gana e Chile.
Essa é apenas uma pequena parte dos 768 milhões de pessoas no mundo que não têm acesso à água limpa, segundo dados das Nações Unidas.
O chileno Alfredo Zolezzi, à frente dos laboratórios do Advance Innovation Center (AIC), de Viña del Mar (costa central), é autor de uma experiência científica que, pela primeira vez, torna água contaminada em plasma, o quarto estado da matéria além do líquido, sólido e gasoso.
O plasma é obtido com a ionização dos átomos, que perdem sua cobertura de elétrons e ficam todos desordenados.
Estrelas como o Sol se encontram em estado plasmático, e o plasma também é usado para gerar luz em fluorescentes e em modernos aparelhos de televisão.
Diferentemente dos purificadores atuais, o dispositivo criado por Zolezzi acelera a água, aplicando-lhe uma descarga elétrica, transforma-a em plasma e destrói todos os vírus e bactérias em um processo com o qual se obtém água mais pura do que a que chega às nossas casas.
O dispositivo, um tubo de 30 centímetros de comprimento, é alimentado com eletricidade, mas também poderia sê-lo com baterias dotadas de requisitos específicos.
Além disso, o cientista afirmou que exige muito pouca energia e infraestrutura, condições ideais para ser usado em aldeias remotas e pobres.
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Embora Zolezzi tenha deixado claro em seu laboratório de inovação que não é um filantropo e que quer ganhar dinheiro com sua invenção, sua meta agora é fazer uma aliança com grandes empresas e organizações internacionais que garanta que a tecnologia chegue aos mais necessitados.
"O que nós buscamos é romper o paradigma e demonstrar que a tecnologia e a pobreza conversam, sim. A tecnologia não chega aos pobres, ou chega até eles quando está obsoleta, e o que queremos é, justamente, desenvolver ciência avançada e conectá-la com problemas reais", disse Zolezzi, entusiasmado.
"O desafio está em fazer as grandes companhias verem que é eficaz um modelo de negócios que ponha a inovação primeiro a serviço dos mais necessitados e depois busque aplicações comerciais", afirmou.
Zolezzi não quis vender essa descoberta. Simplificou-a para que seja fácil de usar em qualquer lugar e se assegurou de que essa tecnologia possa mudar a vida dos que têm menos antes de ser comercializada em larga escala.
Ele também concebeu variações do purificador para que possa, no futuro, ser fabricado em impressoras 3D.
O projeto avançou neste último ano: foram selecionados os países onde vai ser produzido em larga escala e onde será testado com ajuda do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da ONG Fundação Avina. Ambos capacitarão a população de cada país e documentarão as dificuldades antes de uma distribuição global, que chegaria em 2015.
"Não é o mesmo tê-lo na África, em um lugar de muito calor e baixa umidade, ou no altiplano boliviano. Tecnicamente, poderiam representar desafios diferentes", explicou Zolezzi.
Depois, medirão o impacto. "Levar água é higiene, higiene é saúde, saúde é desenvolvimento, desenvolvimento é dignidade", destacou.
Antes de preparar o purificador para viajar pelo mundo, Zolezzi testou seu funcionamento com várias famílias do acampamento San José de Cerrillos, um bairro precário de Santiago onde não havia água potável corrente.
"A água saía suja, e tínhamos muitos problemas de saúde, sobretudo, estomacais. Embora tivéssemos água, ficávamos doentes do mesmo jeito", explicou à AFP Rosa Reyes Vargas, ex-líder comunitária do assentamento.
"A água do purificador era cristalina, saía limpinha, tinha um gosto bom. Quando o purificador chegou, não tínhamos medo de fazer suco", contou a mulher, que desde então foi realocada, junto com outras famílias, para um bairro de casas populares de Santiago.

terça-feira, 13 de maio de 2014

DESALINIZAR AGUA DO MAR :O EXEMPLO DE ISRAEL PARA O BRASIL E AMÉRICA DO SUL

DESALINIZAR AGUA DO MAR:O EXEMPLO DE ISRAEL PARA O BRASIL E AMÉRICA DO SUL:
O Nordeste do BRASIL ,sofre há anos com seca,desalinizar agua do mar poderia ser a melhor opção ,seria utilizada para consumo humano , consumo animal ,irrigação; também agua desalinizada poderia ser exportada do NORDESTE/SUDESTE para Minas Gerais ,Goiás,Tocantins, durante  o período de seca a traves de aquedutos .
 São Paulo e Rio de Janeiro tanto a capital como o interior poderiam consumir agua desalinizada da mesma forma ; nos períodos de seca a região Sul do Brasil poderia ser abastecida com agua desalinizada.
 O norte do Chile poderia utilizar agua desalinizada e exportar para Bolívia e Noroeste da Argentina por aquedutos;O Peru poderia fazer o mesmo para irrigar a região costeira e exportar para Bolívia .
 A Argentina poderia desalinizar agua do mar na Patagónia ,utilizar para consumo tanto humano como animal ,como para irrigação tanto na Patagónia como na Pampa Interior(ou Pampa seca) .
 Os níveis do mar e oceanos  estão se elevando ,seria uma forma também de aliviar a elevação das aguas .
MARIO ALBERTO BENEDETTO LYNCH





Israel inaugura a maior usina de dessalinização do mundo
07 de Julho de 2010 • Atualizado às 06h00

 
 
 
No último mês, Israel inaugurou a sua terceira usina de dessalinização no norte da cidade de Hadera. A usina foi considerada a maior usina de dessalinização por osmose reversa do mundo. Ela captura água do Mar Mediterrâneo e a torna potável, a expectativa é que a usina produza 127 milhões de metros cúbicos de água por ano – o suficiente para abastecer um sexto da população israelense.
Criada com um investimento de quase meio bilhão de dólares, a usina foi criada pela IDE Technologies, uma companhia israelense que já construiu duas usinas de dessalinização de água no país junto com a Housing and Construction Group, uma construtora pertencente ao grupo Arison.
O governo foi o responsável pelo plano de criar a usina, com o objetivo de atender as demandas de uma população crescente e com o seu estoque de água sempre ameaçado, dependentes quase que exclusivamente das chuvas de inverno.
Através de um contrato de 25 anos, a água custará um pouco mais de 50 centavos por metro cúbico.  Segundo a IDE, a primeira usina de dessalinização, construída na costa de Ashkelon, tem tido um bom desempenho desde 2005. Existe uma terceira usina em Palmahim, ao sul de Tel Aviv. Outras duas usinas estão sendo construídas em Ashhdod e Soreq.
Uma nova era?
“O sucesso do conceito de uma mega usina de dessalinização alcançou uma nova era de água abundante e acessível para o mundo, que vêm enfrentando problemas de falta de água” disse Avshalom Felber, CEO da IDE Technologies, em um comunicado oficial.
Ofer Kotler, CEO da Housing and Construction Group disse: “Como um dos maiores e mais complexos projetos que o nosso grupo já fez, nós estamos particularmente satisfeitos em apresentar esta usina para um país passando por dificuldades com a água”.
A IDE apresentou avanços tecnológicos nos campos da dessalinização térmica e de membrana. O sal é retirado da água marinha, utilizando um processo de osmose reversa, uma das duas maneiras de utilizar membranas para dessalinizar a água. Na osmose reversa a água de uma solução salina altamente pressurizada é canalizada através de uma membrana permeável que a separa dos componentes salgados. A segunda maneira se dá através de um processo chamado eletrodiálise.
A IDE é pertencente a duas mega-indústrias israelenses. A empresa química ICL, e a Delek Group, uma investidora de energia e infraestrutura.
Não é ecológico
Os ambientalista de Israel não vêm a dessalinização como solução de longo prazo para resolver a falta de água em Israel e no Oriente Médio. Um dos grupos protestantes são os  Friends of the Earth Middle East (FOEME), cujo diretor israelense Gidon Bromberg aponta que a dependência intensa dessas usinas de alta intensidade energética, e altamente poluente, não é uma solução viável a longo prazo.
Bromberg e outras pessoas dedicadas à proteção dos recursos hídricos locais sugerem que os países carentes de água, como Israel, Jordânia e outros na região devem identificar os meios mais eficazes de reduzir o consumo de água.
“Este conflito entre a indústria e ambientalistas não é novidade, agora é hora de encontrar um terreno comum e contornar a crise”, diz Shmulik Shai, gerente geral da H2ID, a usina de dessalinização de Hadera. Ele ainda diz que nos últimos cinco anos Israel vem enfrentando uma grave escassez nas suas três principais fontes de água: o mar da Galiléia, seu aquífero da montanha e seus aquíferos costeiros. Ele adverte que o país já está em situação de risco, e que se continuar desse jeito, as conseqüências poderão ficar cada vez mais graves.
Segundo Shai a usina irá fornecer boa parte dos 750 milhões de metros cúbicos de água que os israelenses necessitam para o uso pessoal.
Redação CicloVivo