sábado, 16 de fevereiro de 2019

China isenta de tarifas 14 empresas do Brasil que exportam carne de frango

Por Reuters
 

China tinha imposto taxas ao frango brasileiro em junho de 2017 — Foto: ReproduçãoChina tinha imposto taxas ao frango brasileiro em junho de 2017 — Foto: Reprodução
China tinha imposto taxas ao frango brasileiro em junho de 2017 — Foto: Reprodução
A China isentará 14 empresas brasileiras, incluindo a BRF e a JBS, das tarifas antidumping (contra venda de produtos a preços muito baixos) sobre as importações de frango acima de um preço mínimo. O Brasil é o maior exportador mundial da carne e o maior fornecedor estrangeiro para o mercado chinês.
Uma lista de empresas será excluída das tarifas como parte de um "compromisso de preço" acordado entre os dois lados, e divulgado pela Reuters no mês passado. Os preços mínimos não foram divulgados nem a relação dos exportadores.
As isenções são resultados de meses de negociações entre produtores brasileiros de carne de frango e a China, enquanto o Brasil buscava resolver a questão lançada em 2017.
Uma determinação preliminar, em junho do ano passado, colocou impostos entre 18,8 e 38,4% sobre todas as importações chinesas de frangos de corte brasileiros. A decisão final, emitida pelo Ministério do Comércio, nesta sexta-feira (15), diz que Pequim manterá tarifas entre 17,8 e 32,4% a partir de 17 de fevereiro por 5 anos.

Aumento na demanda

A decisão veio depois que os preços chineses da carne de frango atingiram níveis recordes de 11,2 iuanes (US$ 1,65 ou R$ 6) por kg no final do ano passado, devido ao aumento da oferta doméstica.
A China baniu as importações de aves reprodutoras de muitos fornecedores importantes por causa de surtos de gripe aviária, prejudicando a produção doméstica. O país é o segundo maior produtor e consumidor de frango do mundo.
A demanda por carne de frango também parece ter aumentado após os surtos de peste suína africana.
Apesar dos resultados preliminares da investigação antidumping, as exportações brasileiras de frango para a China devem apresentar alta de cerca de 10 % em 2018 em relação ao ano anterior. Porém, a concorrência está aumentando desde que a China abriu seu mercado para as importações da Rússia, no ano passado, e suspendeu uma proibição de anos sobre a Tailândia.

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